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Mapa da Itália com a Lombardia


Milão - Monumento Leonardo da Vinci


Milão - arranha-céu Pirelli, sede atual da Região Lombardia


Milão - Torre Velasca
Situada no Norte da Itália, no coração da Europa economicamente mais avançada, a Lombardia representa uma ponte para o Mediterrâneo. Uma posição estratégica, que se torna ainda mais relevante por estar geograficamente entre a Europa do Leste e Oeste.
Um sexto da população italiana vive em Lombardia. Os seus quase 10 milhões de habitantes estão distribuídos em uma superfície de 24 mil Km2.
A população regional aumentou nos anos 50 e 60 por causa da imigração de Itália do sul e do nordeste. Nas décadas de 80 e 90 o crescimento demográfico foi garantido por imigrantes estrangeiros, tanto que hoje mais de um quarto de todos os imigrantes estrangeiros em Itália vivem na Lombardia.
Até à data de 2006, o Instituto Nacional Italiano das Estatísticas estimou que 665.884 imigrantes estrangeiros vivem na Região, equivalendo a 7% da população regional total. Uma realidade dinâmica e competitiva que, graças à sua posição geográfica, se propõe como um interlocutor privilegiado no âmbito do mercado internacional.
O território da Lombardia, símbolo de modernidade e desenvolvimento, apresenta atrativos naturais de grande beleza, realçadas pelo patrimônio histórico artistico-cultural de notável valor. A Lombardia (lumbar'dia/ no dialeto) foi instituída em 1970 e conta com 12 províncias e 1546 cidades, tendo como capital a cidade de Milão. Tem limites ao norte com a Suíça, a oeste com o Piemonte, a leste com o Vêneto e com Trentino-Alto Ádige, e ao sul com a Emília-Romagna. É a região mais populosa da Itália.
O nome, o símbolo e o território da Lombardia nascem de uma história antiga e atormentada, feita de invasões e devastações, divisões e lutas, mas também de colaborações e desenvolvimento. Onde no decorrer de milênios passaram e se radicaram tantos povos, que com seus hábitos e culturas deram origem à atual Lombardia. Seu nome deriva da população Longobarda, de origem germânica que, em 458 d.C. invadiu a Itália e fez de Pavia a capital do seu reino.
Capital do Império Romano no século III, a Lombardia conserva numerosos testemunhos de uma civilização que sempre soube distinguir-se em âmbito não somente nacional. As origens da vocação internacional se vêem desde a eminente figura de Ambrósio e Agostinho que no século IV d.C. abriram uma estrada para a Europa. As abadias beneditinas também foram Importantes para o desenvolvimento da área, pois transformaram o pantanal em uma planície fértil, colocando a base para o nascimento de empresas artesanais e mercantis.
O símbolo oficial da Região Lombardia é a Rosa camuna (branca e verde) que é a estilização de uma inscrição rupestre encontrada nas pedras da Valcamonica, deixada pela civilização dos Camuni, que testemunhou a história milenar e a cultura antiga da região. O lema oficial da Lombardia é: "Dá um novo ar às tuas idéias".
Depois de um período medieval rico em obras sociais, a Lombardia foi a pátria eleita por Leonardo da Vinci, que encontrou no mecenato dos Sforza o estímulo ideal para a realização das suas obras artísticas e para as descobertas tecnológicas. Mais tarde foi o pensamento iluminista e pragmático de Verri e Beccaria, o federalismo laico de Cattaneo e o liberalismo católico de Manzoni. Na Lombardia atuou o gênio Alessandro Volta, cujas descobertas fascinaram também Napoleão. A história lombarda foi enriquecida também pela relação civil e política dos movimentos socialistas e católicos da metade do século XVIII, num quadro sempre caracterizado pela culta vitalidade burguesa empreendedora.
A Lombardia foi também teatro de experimentações de movimentos culturais inovadores, como o futurismo de Marinetti, Boccioni e Carrà no início do século XIX, e por experiências muito significativas do ponto de vista social, como aquelas de Don Gnocchi e Luigi Majno no decorrer do século XX.
Milão - projeto da nova sede da Região Lombardia



Milão - Teatro alla Scala



Milão - Castelo Sforzesco



Milão - Galeria Vitorio Emanuele



Milão - Parque Sempione
A riqueza da história da Lombardia encontra expressão nas obras de arte e nos monumentos presentes no seu território. Um patrimônio que pode contar com 300 museus e 300 mil bens culturais: desde a Última Ceia de Leonardo, celebre afresco do século XIV , ao Torreão Medieval de Cremona, com 110 metros de altura, até o Teatro Scala de Milão, inaugurado em 1778 e transformado no célebre templo da lírica internacional.
Um patrimônio artístico-cultural de grande apreço, que no decorrer de 2006 atraiu mais de 26 milhões de turistas e visitadores, dos quais cerca da metade estrangeiros. Por sua vez os lombardos são grandes viajadores: a cada ano um milhão se desloca por turismo para localidades italianas e para o exterior.
A Lombardia soube cultivar no decorrer dos séculos o seu amor pela cultura, húmus ideal para o desenvolvimento de todos os setores da vida social. Essa propensão se vidência atualmente através de uma intensa vida cultural, com 123 jornais presentes no território e cerca de 20% das representações teatrais e cinematográficas realizadas na Itália. Cultura é também sensibilidade social, que abre amplas perspectivas à solidariedade: a Lombardia tem o maior número de voluntários no território italiano.
Uma série de indicadores testemunha a vitalidade do sistema econômico lombardo o Produto Interno Bruto (PIB) atinge 296 milhões de euros e representa 20% do nacional. O PIB per capita supera os 29% da média nacional e dos 37% da média européia. Em 2006 a taxa de desocupação baixou a 3,3%, um dos mais baixos da Europa, menos da metade dos dados nacionais, por volta de 6,8%. No mesmo ano graças aos novos postos de trabalho, o número total de lombardos ocupados chegou a quase 4,3 milhões.
Milão é sede da Bolsa Italiana, uma das praças européias financeiras mais importantes, e hospeda o maior Pólo de Exposições do sul da Europa, com uma superfície de mais de 2 milhões de metros quadrados. A posição geográfica privilegiada e a interdependência de sua população têm permitido à Lombardia de propor-se no cenário nacional e internacional como uma realidade tradicionalmente dinâmica do ponto de vista econômico, transformando-se em uma das áreas mais industrializadas da Europa. Um sistema econômico centrado, sobretudo nas Pequenas e Médias empresas, mas reforçado também pela presença de grandes grupos industriais. Parte do triangulo industrial Milão-Turim-Gênova durante o boom econômico italiano dos anos sessenta, a Lombardia aceitou o desafio da modernização propondo-se como um dos motores da Europa.
Os setores tradicionais do Made in Italy, da moda, dos móveis e da decoração, e também aqueles onde são dominantes as novas tecnologias, como a eletrônica, a automação industrial, a robótica, são setores geradores de outras atividades produtivas. Os tradicionais pontos de força da economia lombarda são, sobretudo a moda e o design, setores onde o valor adjunto é fruto da criatividade e inovação. Mais da metade dos estilistas e designer italianos são lombardos. Assim como os eventos expositivos do setor. Para compreender o valor deste âmbito produtivo, basta pensar que, entre os 50 nomes mais conhecidos da moda internacional, muitos atuam na Lombardia: Armani, Prada, Versace, Dolce e Gabbana, Ferré, Krizia, Fiorucci. Somente em Milão se encontram 3.200 empresas de vestuários e 1.720 produtores têxteis.




Milão - detalhe da Catedral




Milão - monumento à moda

Lodi - A bicicleta, meio habitual de deslocamento no centro cidade


A planice Padana e as montanhas nevadas ao redor


Pavia - Catedral


Cremona - Palacio da Prefeitura
Outra excelência do sistema econômico lombardo é seguramente o design. Sinal da estreita relação com este setor é o futuro Museu do Design, que está sendo criado junto ao Palácio Trienal de Milão. Com uma superfície expositiva de 2 mil metros quadrados representa uma possibilidade de promoção internacional do design lombardo, também através do confronto com experiências de outras nacionalidades.
Em uma região como a Lombardia, que se apóia essencialmente na indústria e na produção de serviços, a atividade agrícola soube também conservar intacta a própria vitalidade, mantendo aquelas características que a fizeram famosa no decorrer dos séculos. Com a presença de 57 empresas agrícolas e de oito mil empresas alimentares, a Lombardia representa a primeira região da Itália no setor agrícola, cujas atividades atingem 69% do território. Os produtos lombardos são um anel importantíssimo do sistema agro - alimentar italiano. A Lombardia se destaca na produção alimentar, com muitos produtos de Origem Controlada. O trabalho do setor agrícola é insubstituível em toda a região, não somente do ponto de vista econômico, mas também da requalificação do território, contribuído com a valorização da identidade local e turística.
Para a Região Lombardia apontar para a pesquisa e a inovação significa atrair e facilitar a instalação de atividades produtivas e outros valores adjuntos: valorizar os recursos humanos e o recrutamento de jovens talentos. Favorecer os investimentos das empresas em pesquisa e desenvolvimento, realmente cria um contexto harmônico que estimula o intercambio de tecnologias e conjuga o conhecimento, o estudo e a inteligência aliados à manualidade e o saber fazer, elemento base do desenvolvimento de altas tecnologias. A Lombardia investe 1,4% do seu PIB nesse setor, ficando em primeiro lugar na Pesquisa Científica Italiana. Um setor que não pode prescindir do mundo universitário, ponto de força da região pela sua ampla oferta formativa e pela variedade de campos de pesquisa. São 12 universidades presentes na Lombardia, das quais sete são em Milão.
Entre as mais tradicionais destacamos a de Pavia, fundada em 1361, e outras de grande prestígio internacional, como a Boccone, o Politécnico ea Universidade Católica. Nas universidades lombardas se inscrevem aproximadamente 250 mil jovens a cada ano, incluindo 8 mil estrangeiros para freqüentar cursos universitários, Summer school e seminários de alta formação.
A inovação é um imperativo para o sistema econômico lombardo, que colabora também com projetos da União Européia para o desenvolvimento da Pesquisa e da tecnologia. Importante também a presença do Joint Research Center di Ispra, que atua com excelência no setor Ambiente e Saúde. A robótica e as telecomunicações representam igualmente setores de absoluta excelência da tecnologia lombarda.
A Lombardia, no decorrer de sua história, sempre teve uma forte vocação internacional. Nos últimos anos as relações com outros países foram intensificadas e formalizadas através de importantes acordos. Para divulgar o modelo lombardo no exterior e facilitar o relacionamento comercial de suas empresas, a Região Lombardia firmou cerca de 50 protocolos com governos locais e nacionais de muitas áreas do mundo. A Lombardia orienta, indica e sustenta projetos promovidos por Organizações Não Governamentais (ONG) e por Associações com base na prioridade nacional e regional, através de mecanismos de co-financiamento. Trinta e sete milhões de euros utilizados entre 2000 a 2006 permitiram a realização de 361 projetos elaborados e realizados por ONG's lombardas e por Associações de Voluntariado e solidariedade internacional em 63 países da América latina, Ásia, África, do Leste Europeu e Mediterrâneo.
A crise econômica global dos últimos meses, se por um lado ataca os sujeitos mais frágeis, as famílias e os consumidores, por outro lado afeta também os territórios mais avançados, as economias sólidas ligadas ao trabalho e à produção. Para responder às urgências do momento atual e para assegurar estabilidade ao sistema econômico, a Região Lombardia idealizou um plano de intervenções chamado “Bônus-Família” voltado às famílias em dificuldades e medidas anti-crise para as pequenas e médias empresas.
 
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